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A influência das redes sociais na vida dos adolescentes: saiba como sua escola pode ajudar os estudantes a lidarem com os impactos das interações vivenciadas no mundo on-line

Não é segredo para ninguém que os smartphones têm se tornado praticamente “anexos” do corpo humano nos últimos tempos. Em muitos aspectos, essa modernidade é muito positiva, mas sob outros tantos, ela pressupõe riscos principalmente para os adolescentes.

Uma vez que a juventude está cada vez mais mergulhada nas redes sociais, mais suscetível ela fica às influências por parte de quem se faz “referência” nesses meios, os chamados “influenciadores digitais” ou “digital influencers”.

Mas o que significa ser um influenciador digital?

Ser um influenciador digital é ser alguém que produz conteúdos para serem veiculados on-line (nas redes sociais) e, através de tais produções, alguém que influencie e impacte um determinado público. Dessa forma, inúmeros influenciadores digitais têm como ao menos um dos seus públicos-alvo os adolescentes e, em certo grau, acabam protagonizando partes importantes das rotinas desses jovens.

Quais são os problemas que podem ser decorrentes dos consumos desses conteúdos?

“Muita calma nessa hora! ”. Precisamos ressaltar primeiro que os possíveis problemas a serem associados a esse contexto estão intimamente relacionados ao uso excessivo das redes sociais. A utilização moderada e disciplinada desses recursos já tende a minimizar bastante os pontos negativos decorrentes desse uso.

 

Mas, como se sabe, a maioria dos jovens não é muito afeita à moderação quando o assunto diz respeito ao tempo gasto nesses meios. E é aí que tudo complica. A busca desenfreada por likes, por visibilidade, por pertencimento a determinados “nichos” tal como a busca por fama e por sucesso com facilidade são vontades que muitas vezes são alimentadas direta ou indiretamente pelas atuações dos influenciadores digitais nas redes. E essas vontades – quando não concretizadas como se espera – por vezes geram baixa autoestima e vários outros problemas relacionados ao âmbito psicológico dos jovens.

Soluções em vista

Nesse contexto, a educação socioemocional se faz uma ferramenta muito poderosa. Através do desenvolvimento das habilidades socioemocionais, os jovens têm a chance de aprimorarem o senso crítico, lidarem melhor com as próprias emoções e pensamentos e, dessa forma, ficarem menos vulneráveis às influências possivelmente negativas da internet.

Outra estratégia muito interessante de ser adotada por sua escola se refere à educação midiática a ser trabalhada em sala de aula. “Como isso é possível?”, a resposta é simples: os próprios conteúdos digitais produzidos pelos influencers podem servir de base para aulas que os analisem de forma a incentivar nos alunos reflexões mais profundas acerca do que eles têm “consumido” nesse sentido. Que tal usar uns “memes” numa aula voltada para interpretação de texto, ou mesmo numa aula de redação, ou mesmo contextualizar esse tipo de assunto em meio às explanações referentes a qualquer outra disciplina? Fica a dica.